Ficção científica tem sido ao longo dos anos amplamente explorada pela mídia. Afinal, o futuro é algo incerto e imaginar o ser humano capaz de sair do seu planeta em grandes viagens intergalácticas ou descobrir outras formas de vida inteligente nos assusta, mas também nos fascina.

Capa do Livro

O gênero sempre aborda como nós, terráqueos somos seres indefesos porém de uma índole exemplar, ao colocar outras espécies em patamares que muito se assemelham aos nossos animais. São seres maus, perversos, na maioria das vezes desprovidos de uma inteligência superior e que são retratados de maneiras grotescas.

“Para alguns humanos, a promessa de um pedaço de terra valia qualquer esforço. Era um comportamento estranhamente previsível. A longa história da humanidade era muito rica em momento em que os humanos se enfiavam em lugares onde não tinham o direito de estar.”

E aqui nos deparamos com Becky Chambers e sua série Andarilha. “A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil” é o contraposto de todos os tropos que são recorrentes em livros de ficção científica, desmistificando e diversificando tudo o que nós temos consumido ao longo dos anos.

Detalhes da edição

A Longa Viagem A Um Pequeno Planeta Hostil nos levará ao espaço a bordo da nave Andarilha. A tripulação da Andarilha é mista. Temos seres humanos e outras espécies coabitando e trabalhando juntas pelo bem da comunidade galática. No entanto, a narrativa de Chambers não tem um foco em ações com grandes batalhas interplanetárias e o bem vencendo o mal. Nossa história entra ao fundo da mente das personagens, detalhando a importância e dinamismo das relações interpessoais entre espécies e culturas diferentes.

“Talvez a dor da saudade fosse um preço justo a pagar para ter tantas pessoas boas na sua vida.”

Com personagens tão diversos, Becky com sua prosa simples e cativante nos mostra histórias de seres diferentes. A Andarilha é composta de personagens incríveis, que possuem suas histórias, cultura, sonhos e desejos. Equilibrando essas relações em meio ao trabalho.

Essa quebra na padronização dos personagens é o que traz toda uma discussão atual e rica para o momento em que estamos vivendo no país. Ao inserir personagens negros, não binários, a ciência querendo brincar de ser Deus, relações poliamorosas e inter espécies. Becky nos  mostra como nosso contexto atual é tão diverso quanto a narrativa de Chambers, mas construindo através da reflexão uma ponte entre ficção e realidade.

” Um buraco negro era o lugar perfeito para contemplar a morte. Não havia nada no universo que pudesse durar para sempre. Nem as estrelas. Nem a matéria. Nada.”

É um dos livro que eu mais tive o prazer de ler esse ano. A narrativa delicada, simples e gentil de Becky toca a mente e o coração do leitor. Nos fazendo questionar como estamos lidando com as diferenças a nossa volta. É uma leitura para nos divertir, viajar, emocionar e principalmente, aceitar as diferenças.

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Keyla Kercya

Apaixonada por fantasia,terror e quadrinhos. Tem uma crush pelo Batman, Nightwing,Bluebird e Harley Quinn. Gótica assumida que ama Unicórnios!