Durante anos na história, mulheres permaneceram nas sombras dos homens em diversos aspectos sócio culturais. O patriarcado existe desde sempre e trabalhos feitos por mulheres sempre são relegados ao esquecimento, ou possuem pouca ou quase nenhuma relevância. 

A maioria de nós, leitores, acaba por consumir mais livros escritos por homens, pois além de serem mais fáceis de serem encontrados, eles ganham mais notoriedade por parte de editoras e leitores. Logicamente, que isso vem mudando nos últimos anos, com o destaque de autoras em diversas áreas da literatura, uma vez que a maioria ainda acredite erroneamente que livros escritos por mulheres só englobem romances românticos ou dramas. 

No Brasil, essa realidade não é diferente. Autoras vem conquistando seu espaço com muito custo. Existem inúmeras autoras femininas, mas o seu número ainda é bem menor em relação a quantidade de autores masculinos sendo apresentados ao mercado literário. 

Pensando nisso, listei 5 autoras nacionais que você precisa conhecer que não escrevem só romances românticos. Algumas se aventuram a contar dramas, contextualizar a realidade na ficção, contar casos de morte entre outros.

 

Ana Miranda – Dias & Dias 

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Uma das autoras brasileiras que mais amo, Ana Mirada é conhecida por seu trabalho de reinventar histórias. Inserindo personagens reais em situações fictícias, como foi o caso de seus livros ” Boca do Inferno”, “Dias &Dias” e “A Última Quimera”. 

Nasceu em Fortaleza, Ceará e cresceu no Rio e em Brasília. A partir de 1969 radicou-se no Rio de Janeiro e em 2001 mudou-se para São Paulo. Enquanto estava casada com o ator Arduino Colasanti, trabalhou em filmes do cinema novo brasileiro entre 1971 e 1979. Dirigiu o Instituto de Artes da Funarte e foi editora chefe dessa instituição, entre 1977 e 1983. Recebeu formação na área de artes plásticas, cursando o Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. E era desenhista, ilustrando as capas de seus livros. Teve formação literária com o escritor Rubem Fonseca, entre 1979 e 1989. Em 2006 voltou a morar no Ceará. 

Dias & Dias:   História e ficção se encontram neste romance sobre o amor de uma mulher pelo poeta Antonio Gonçalves Dias, autor da “Canção do exílio”. A narrativa combina a paixão da jovem Feliciana pela escrita romântica com a descrição dos costumes brasileiros no século XIX, a descoberta da cultura indígena e o refinamento da sensibilidade feminina. 

 

Hilda Hilst – Obscena Senhora D

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Foi uma poetisa, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. 

Obscena Senhora D:  Hillé, que após a morte do seu amante, se recolhe ao vão da escada, para falar “dessa coisa que não existe, mas é crua e viva, o Tempo”. Obra plena dos temas mais caros à autora — o desamparo, a condição humana, o apodrecimento da carne, a alma conturbada — A Obscena Senhora D é uma procura lúcida e hipnótica das razões da existência, onde tudo pode acontecer, de uma facada pelas costas até um apaixonado beijo de amor. Como a própria Senhora D afirma: “… A vida foi uma aventura obscena, de tão lúcida”. 

 

Ilana Casoy – Made in Brazil 

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Ilana Casoy já publicou outros livros sobre crimes que ficaram famosos no Brasil, como A Prova é a Testemunha, relato inédito do Caso Nardoni, e O Quinto Mandamento – Caso de Polícia, sobre o assassinato do casal Richthofen. Colaborou com o site do canal Investigação Discovery entre 2012 e 2013. Atualmente, assina uma coluna na revista Brasileiros. A escritora dedica-se também a ficção. A especialista em crimes – que já fez um estágio na polícia científica, quando acompanhou a perícia de homicídios – participou, a convite da Fox Brasil, da criação de um perfil do psicopata Dexter Morgan, anti-herói e protagonista da série que leva o seu nome e que se tornou uma das mais cultuadas dos últimos anos. Ilana Casoy atua como colaboradora da nova série escrita por Gloria Perez e dirigida por Mauro Mendonça Filho, Dupla Identidade, com estreia prevista para setembro de 2014 na Rede Globo. Bruno Gagliasso interpreta um serial killer inspirado em Ted Bundy, cujo perfil é dissecado em Serial Killers: Louco ou Cruel? A série conta ainda com Luana Piovani no papel de uma policial e psicóloga forense, especialista em caçar serial killers.   

Made in Brazil: Em Made in Brazil, Casoy relata sete casos de serial killers brasileiros, três dos quais ela entrevistou pessoalmente: Marcelo Costa de Andrade, o vampiro de Niterói, um dos casos e depoimentos mais chocantes do currículo da autora; Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho; e Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador. Um relato cruel feito pelos próprios assassinos, conduzido com maestria por quem entende do assunto, que procura guiar o leitor pela sinuosa mente de pessoas frias e com movimentos mais que premeditados para o mal. Além deles, a autora se debruça sobre a vida e os crimes de José Augusto do Amaral (Preto Amaral), Febronio Índio do Brasil, Benedito Moreira de Carvalho (Monstro de Guaianases) e José Paz Bezerra (Monstro do Morumbi).        

 

Natércia Campos – A Casa  

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Nasceu em Fortaleza, filha do escritor Moreira Campos e de Maria José Alcides Campos. Casou-se muito jovem, aos dezessete anos, e teve seis filhos. Apenas na década de 1980 decidiu se lançar como escritora, divulgando seus contos na imprensa, no suplemento literário do jornal O Povo de Fortaleza. 

Seu primeiro conto publicado foi A Escada, em 1987, pelo qual ganhou o primeiro lugar no Concurso Literário Sudameris, da Acadamia Botucatuense de Letras. No ano seguinte, sua obra Iluminuras, com quinze contos (inclusive A Escada), ganhou o segundo lugar na 4ª Bienal Nestlé de Literatura Brasileira, com grande aceitação no Rio de Janeiro e em São Paulo. 

Em 1999, ganhou o Prêmio Osmundo Pontes de Literatura por seu romance A Casa

Em 28 de fevereiro de 2002, na Academia Cearense de Letras, tomou posse da cadeira nº 6, do patrono Antônio Pompeu de Sousa Brasil. No entanto, veio a falecer apenas dois anos depois, vítima de câncer, aos 65 anos de idade. Seu corpo foi sepultado no mesmo jazigo que o de seu pai, no Cemitério São João Batista de Fortaleza. 

A Casa:  A Casa, de Natércia Campos, romance pós-moderno, numa linguagem lírica, é uma rica fantasia sobre as memórias de uma casa transformada em personagem e narradora da história das gerações que nela moraram. 

 

Raquel de Queiroz – O Quinze 

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Rachel de Queiroz GOIH (Fortaleza, 17 de novembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003) foi uma tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira. 

Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões. Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 15 de agosto de 1994, na ocasião do centenário da instituição. 

O Quinze: Lançado originalmente em 1930, O Quinze foi o primeiro e mais popular romance de Rachel de Queiroz. Ao narrar as histórias de Conceição, Vicente e a saga do vaqueiro Chico Bento e sua família, Rachel expõe de maneira única e original o drama causado pela história seca de 1915, que assolou o Nordeste brasileiro, sem perder de vista os dilemas humanos universais, que fazem desse livro um clássico de nossa literatura. 

 

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Keyla Kercya

Apaixonada por fantasia,terror e quadrinhos. Tem uma crush pelo Batman, Nightwing,Bluebird e Harley Quinn. Gótica assumida que ama Unicórnios!