midia prodigy

No primeiro livro da trilogia, conhecemos ao caos que cercava a vida de June e Day. E como esse mesmo caos os conectou ao longo do enredo. Além de conhecer cada um deles, e como são suas personalidades e seus dramas.

Já em Prodigy, segundo livro da trilogia, a autora Marie Lu se aprofundou de forma intensa nos sentimentos que compõem a frágil, porém intensa relação entre June e Day.

Isso faz com que os dois se enfrentem continuamente na tentativa de enfrentar o passado ainda recente cheio de dor, perdas e diferenças que por sua vez acabou por uni-los! E ainda apresenta novos lugares e personagens, que mesmo sendo secundários possuem um papel importantíssimo no desenrolar de alguns mistérios que ficaram abertos em Legend como a Morte de Metias e outros passam ser mais sombrios. Pois todos os outros questionamentos deixados em aberto no livro anterior neste ele são sanados.

Os personagens foram bem construídos, embora apresentem um amadurecimento enorme, e ambos se completem. Porque temos a agilidade de Day combinada com a atuação e inteligência de June, mas às vezes ocorrem alguns deslizes característicos da idade deles. Além de Tess que para mim teve um rumo que não me agradou, mas aceitei ao longo da historia, pois compreende o porquê deste rumo. E com isso você passa a leitura entre uma confusão de sentimentos, assim como eles, entre em um ciclo totalmente vicioso de amor e ódio, principalmente com June e Day. Pois a autora os aproxima e num piscar de olhos os distanciam de novo. “… quando eu pensava, esse romance não é para acontecer, eles pertencem a mundos diferentes… é quando tudo muda de novo, e Marie Lu traz cenas de deixar o coração em pedaços…”

“… Anden pode ser o homem mais poderoso da República, mas Day, o garoto das ruas que não tem nada além da roupa do corpo e da seriedade no olhar, e o dono do meu coração. Ele é tudo o que é belo. Ele é o raio de esperança em um mundo de escuridão. Ele é minha luz…”.

Neste segundo volume a autora mantém a mesma dinâmica de Legend onde você tem uma narrativa na perspectiva dos dois personagens centrais, com uma escrita envolvente, e o melhor sem floreios indo direto aos acontecimentos sejam eles de teores emocionais ou mais políticos. A todo o momento me peguei pensando “… Isso não é bom…”. Com o enredo sem blá blá blá você logo de cara já percebe que a história se inicia exatamente do mesmo ponto de onde o primeiro foi finalizado, com a diferença de uma pequena passagem de tempo, de mais ou menos uma semana.

Onde se inicia após a fuga de June e Day, ambos indo para Las Vegas se esconder da República, onde se deparam com os Patriotas, um grupo Rebelde que vai contra o regime político ditado pelo Primeiro Eleitor (tipo Presidente do país) e que a anos buscam destruir a República e o “ Governo” além do Primeiro Eleitor. E acaba encontrando em Day uma chance de poder ganhar a confiança do resto da população, e assim ganhando mais espaço nesta batalha. Além de agregar uma ex-republicana em seus planos contra o governo. Com isso June se vê a todo o momento em um conflito pessoal. Será June capaz de colocar o plano dos Patriotas em ação? Uma decisão que poderia mudar seu destino é o de Day, além de poder dar voz àqueles que não têm. Ainda mais depois de conhecer Anden (novo Primeiro Eleitor) June (infiltrada) se aproxima conhecendo o outro lado do Primeiro Eleitor. Será que isso poderá colocar todo o plano dos Patriotas por água baixo? Como em toda distopia as questões políticas acabam ficando mais centradas no segundo volume, e nesse não poderia ser diferente. Por isso que Prodigy começa a ter vida a partir da morte do Primeiro Eleitor, e quem assume sua função é seu filho, Anden. Onde você se questiona “… o que vai acontecer agora?…” Será que Anden será como seu pai? Irá governar da mesma forma, com punhos cerrados, e dar continuidade a um governo carrasco? Como o pai foi? E com as questões políticas mais fortes, onde encontramos uma República enfraquecida por conta dos últimos acontecimentos (morte do Primeiro Eleitor, e a fuga do fugitivo mais procurado pela república com a ajuda de uma de suas promissoras republicana) e à beira de um colapso.

Neste contexto distópico senti-me tocada vários momentos, pois algumas situações entre June e Day ou até mesmo sozinhos com suas próprias reflexões, onde se questionam sobre seus sentimentos e relacionamento, que o mesmo vem sendo construído por motivos não convencionais, e sim por meio de guerras, mortes, desconfianças e culpas.

“… Sabe às vezes eu me pergunto como seriam as coisas se eu apenas…te conhecesse um dia. Como pessoas normais fazem. Se eu apenas passasse por você em alguma rua numa manhã ensolarada e achasse você bonita, parasse, apertasse sua mão e dissesse: Oi, eu sou Daniel…”

Outro marco do livro é que você conhece mais sobre a República, como funcionam, suas colônias, a função dos Patriotas. O porquê da prova, o uso de armas químicas na frente de batalha, mas ainda guarda segredos sobre a praga e nem se haverá dizimação do vírus que cada vez mais se alastra. Segredos esses a serem desvendados no último livro da trilogia.

“…cada segundo agora é uma ponte entre a vida é a morte…”

Apeguei-me mais a June neste segundo livro, pois seus conflitos estão cada vez Mais acirrados, além dos sentimentos que carrega com si, e as dúvidas. Tais como “… largar tudo, sua casa…” No que acreditar? E assim deixando claro para o leitor que ela não largaria tudo por Day. E sim por uma causa verdadeira, não somente amor.

Enfim um livro com novos perigos, intrigas políticas, ações, revelações, emoções e novas escolhas, e com as escolhas o que elas acarretam, será que estão do mesmo lado? Será que o sentimento entre eles vai ser maior que o abismo e a culpa que os separam, e tema a bater na porta deles? Uma história cheia de reviravoltas, que do nada ela vira, volta, vira de novo, ai de repente gira em círculos. E você não estava preparado para o que aconteceu, virando seu mundo de cabeça para baixo. Acabando de uma forma que te deixa sem rumo.

“… Vim aqui esta noite por todos vocês, e por ele! Vocês confiam em mim? Levanto a voz e repito: povo da república: vocês confiam em mim?…”.

Em breve a resenha do terceiro e último livro da serie Legend de Marie Lu. Até a próxima <3 J

Prodigy Book Cover Prodigy
Trilogia Legend
Marie Lu
Distopia
2014
303

Os opostos perto do caos. Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez.

Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles.

Facebook Comments

Fabiana Souza

Fabiana Souza (Fabi) 33 anos é Paulista, professora de Educação Física e Personal Trainer. E assim como a profissão é apaixonada por ler, ouvir música e assistir filmes! A música faz parte do seu dia a dia tanto que dorme e acorda ouvindo música, sempre estará com os fones no ouvido, principalmente enquanto estiver lendo. Como todo leitor tem um gênero favorito e o seu é distopias, mas não recusa uma boa história independente do seu gênero, outra paixão e por tatuagens; principalmente se forem literárias ou que tenham algum significado importante pra si!

About The Author

Fabiana Souza

Fabiana Souza (Fabi) 33 anos é Paulista, professora de Educação Física e Personal Trainer. E assim como a profissão é apaixonada por ler, ouvir música e assistir filmes! A música faz parte do seu dia a dia tanto que dorme e acorda ouvindo música, sempre estará com os fones no ouvido, principalmente enquanto estiver lendo. Como todo leitor tem um gênero favorito e o seu é distopias, mas não recusa uma boa história independente do seu gênero, outra paixão e por tatuagens; principalmente se forem literárias ou que tenham algum significado importante pra si!

Related Posts