Carrie, a Estranha, é o primeiro livro publicado por Stephen King e o que iniciou sua carreira como autor. Narrando os fatos estranhos e perversos que ocorrem com a protagonista, somos levados a uma história de bullying, assédio e fanatismo religioso.


Carrie White é uma garota comum, solitária e nada popular. Aliada a isso, ela é filha de Margaret White, uma fanática religiosa e mãe opressora que faz da vida de Carrie um inferno. Tudo isso, é um prato cheio para que a vida de Carrie fora de casa também seja infeliz. O ponto chave na trama e que desencadeia os poderes telecinéticos de Carrie, é o episódio traumático da sua primeira menstruação no banheiro da escola com uma cena grotesca de bullying e que irá servir de base para a trama.


Na superfície, Carrie poderia ser só uma típica história de horror. Regada a sangue e uma vingança desenfreada de alguém que não consegue lidar com a chegada dos seus poderes telecinéticos. No entanto, ao adentramos mais fundo na narrativa, Carrie é bem mais que isso.


Carrie é o retrato de como lidamos com tudo aquilo que não está dentro do padrão social comumente aceito. Carrie, por ser uma garota comum, com uma criação religiosa e omissa, acaba por ser um prato cheio para pessoas que possuem prazer em agredir física e/ou verbalmente alguém. Carrie sofre todo o tipo de perversidade que só adolescentes podem imaginar, levando a garota a andar sempre reclusa e solitária.

” Mas quase ninguém descobre que seus atos,  na verdade,  magoaram realmente os outros. Ninguém fica melhor, as pessoas só ficam mais espertas.”


Aliada a isso, por ter uma criação extremamente doentia e religiosa. Margaret é uma mulher perversa, que comumente agride a filha tanto física quanto psicologicamente e que justifica suas ações como “castigos divinos”. Tanto a escola, quanto Margaret são os combustíveis para as ações que Carrie acaba tomando ao longo do livro.

” Muita gente está dizendo que tem pena de Carrie White, as meninas principalmente, e isso é uma piada, mas garanto que nenhuma delas sabe o  que  é ser Carrie White cada segundo de cada dia. E, no fundo, estão pouco ligando.”


Carrie é uma jovem solitária que anseia por ter uma vida diferente daquela que a mãe planeja, mas por não ter a quem recorrer, acaba ficando presa em seus próprios pensamentos e seu poder. A medida que Carrie aprende a usar o seu poder, ela também se sente um pouco mais segura de si, mas esse sentimento infelizmente não dura muito tempo. Carrie se vê comumente em uma balança de felicidade e perdas.


É a segunda vez que leio esse livro. Na primeira, confesso que não gostei da narrativa. Existe interferências dentro da história que me deixaram chateada. No entanto, com essa segunda leitura e com a maturidade que adquiri ao longo dos anos, soube apreciar bem mais e entender a fundo os aspectos sociais da história. Carrie é um livro que vai muito além do horror.


O livro tem uma linguagem simples e fluida. Por ser pequeno, é uma leitura rápida para quem deseja ler um livro em um dia. A narrativa de King consegue manter a atenção do leitor até a última página.


Recomendo a leitura do livro e que vejam a adaptação de 1976, com a atriz Sissy Spacek, dirigida por Brian De Palma, é a melhor e mais fiel ao livro.


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Carrie, a estranha Book Cover Carrie, a estranha
Stephen King
Terror, Sobrenatural
Suma de letras
200

Carrie, a Estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos. Com tantos ingredientes de suspense, Carrie, a Estranha logo se transformou num enorme sucesso internacional e passou a integrar a mitologia americana. Ao ser transportado para as telas, em 1976, pelas mãos de Brian de Palma, teve a atriz Sissy Spacek e John Travolta em seus papéis principais.

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Keyla Kercya

Apaixonada por fantasia,terror e quadrinhos. Tem uma crush pelo Batman, Nightwing,Bluebird e Harley Quinn. Gótica assumida que ama Unicórnios!

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