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Hello Geeks, a resenha de hoje é do livro Delírio – Uma sociedade sem amor, da autora Lauren Oliver. O primeiro de uma trilogia do mesmo nome. O livro é passado no ponto de vista de Lena Holoway, uma adolescente que vive em uma sociedade, onde assim que os jovens atingem dezoito anos, eles são “curados”. Quando eles sofrem a aplicação de uma injeção que inibe qualquer manifestação de amor dentro do ser humano. Criando assim uma sociedade sem amor, ou qualquer vínculo emocional com qualquer coisa humana ou não.

Delírio é uma distópia, um universo alternativo onde o governo cria essa medida como meio de evitar mais guerras que destruíram boa parte do mundo. As mesmas estão cercadas por muros, assim os habitantes curados se mantem longe das Terras Selvagens.

Lena é uma jovem que já passou por vários acontecimentos durante toda a sua vida, e seu único desejo é ser curada. As coisas começam a mudar quando ela conhece Alex, noventa e cinco dias antes de ser curada, e se acaba se apaixonando. Logo, ela descobre que a muitos segredos por trás de todos os processos.

“Ele é meu mundo, e meu mundo é ele, e sem ele não há mundo.”

O romance surge em meio ao caos e parece trazer Lena de volta a vida, uma vida que ela acabou esquecendo quando sua família se desfez. Alex é um soldado que encontrou Lena por acaso em um boicote ao sistema. Logo depois, alguns encontros inesperados fazem com que se inicie um sentimento desconhecido por Lena.

“Corações são frágeis. Por isso é preciso ser tão cuidadoso.”

Debatendo um tema futurístico, onde o ser humano algum dia já se fez essa mesma pergunta “Como seria um mundo sem amor?”. O livro mostra com diversos pontos como seria esse mundo. As características humanas, os cenários e a percepção do mundo, e como ela muda para aqueles que são “curados”.

Os personagens possuem características fortes, Lena é uma protagonista que luta por seus objetivos, mesmo quando eles divergem ao decorrer do enredo. As perdas que ela sofreu durante sua vida, fez com que ela temesse mudanças, e quando ocorre exatamente isso, Lena começa questionar a exatidão dos métodos.

“Já vi inúmeras pessoas tão torturadas e devastadas pelo amor que prefeririam arrancar os próprios olhos. Ou se atirar no arame farpado a ficar sem ele.”

Alguns personagens possuem histórias fora do enredo principal. Todas acontecidas antes e depois de passarem pelo processo e se tornarem curados. Então a escritora criou alguns spin-off que relatam essas histórias. Muitos segredos são revelados e muitos outros ainda serão descobertos nessa trilogia.

“O passado não passa de um fardo. Ele pesará dentro de você como uma pedra.”

Uma distopia bem escrita, com elementos fortes, personagens complexos e um enredo com uma surpresa a cada capítulo. Delírio é uma trilogia viciante e fascinante de se ler.

“É o mais mortal entre todos os males: você pode morrer de amor ou da falta dele.”

Delírio
Delírio
Lauren Oliver
Distópia e Romance.
Intrínseca
2012
352

Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos.
Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas.
Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

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Heloisa Almeida

Tenho 17 anos, Alagoana de sangue quente. Passo a maior parte do meu dia lendo, sou uma leitora eclética e com gosto musical refinado ao estilo clássicos do Rock, sempre abrindo espaço para Indie, minha grande paixão. Tenho uma cachorra que dou mais prioridade do que minha própria vida pessoal, tenho melhores amigas que consider irmãs de outra mãe. Com sempre digo: "Estou seguindo o fluxo para onde a vida quiser me levar."

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Heloisa Almeida

Tenho 17 anos, Alagoana de sangue quente. Passo a maior parte do meu dia lendo, sou uma leitora eclética e com gosto musical refinado ao estilo clássicos do Rock, sempre abrindo espaço para Indie, minha grande paixão. Tenho uma cachorra que dou mais prioridade do que minha própria vida pessoal, tenho melhores amigas que consider irmãs de outra mãe. Com sempre digo: "Estou seguindo o fluxo para onde a vida quiser me levar."

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