Por amar todo o universo das histórias em quadrinho, o primeiro artigo de um livro recebido em parceria pela queridíssima Editora Avec não poderia ser diferente, tendo em vista a pessoa a quem vos escreve agora. Sendo assim, chegou a hora de nós conversarmos um pouquinho sobre bons motivos para que você, caro leitor do nosso blog, conheça Alena. Bora lá?

  • CONHECENDO OUTROS AUTORES

Para o clássico leitor nerd de histórias em quadrinhos, não seria inteiramente errado dizer que a maioria das histórias que lemos vem diretamente dos EUA, quando não, então das fontes europeias principais, tais como a França, Itália e Espanha. Com tanto acesso a informação, por que não podemos nos aventurar por outros mares e descobrir outras boas histórias?

Quando dizemos que é imprescindível pluralizar nossas ideias, também necessitamos entender a importância de se estender isso às leituras que passam cotidianamente por nossas mentes. Ler romances de autores de diferentes nacionalidades, ler mais autoras, autorxs, enfim, fazer do que amamos ainda mais rico.

Alena é um quadrinho originalmente sueco, traduzido da língua materna graças aos esforços conjuntos da Editora Avec, da Svenska Kulturradet – Conselho Nacional de Cultura da Suécia e de Guilherme da Silva Braga, o tradutor responsável pela versão que temos em mãos.

Arquivo pessoal
  • UMA HISTÓRIA QUE SURPREENDE

Alena é uma graphic novel de terror romântico e que nos apresentará a história de uma jovem que passa a ter a sua vida infernizada pelas estudantes esnobes do novo colégio. Mesmo com sua vida virando de ponta-cabeça, Alena é incapaz de responder a todo o bullying, seja por ser passiva demais, seja pelo medo que se enraíza em seu coração.

Frente à dor e ao romance adolescente temos a figura da amiga de Alena: Josefin, uma garota que é completamente oposta às maneiras da protagonista. Disposta a ajudá-la a todo o custo, a amizade e companheirismo da amiga poderia se traduzir como algo comum, isso se não fosse por um mero detalhe: Josefin está morta.

Triste e assustadoramente sangrenta, a história de Kim W. Andersson deixa um engasgo de surpresa e um gosto amargo nas últimas páginas.

  • A ARTE DA GRAPHIC NOVEL

Por falar em quadrinho, bem, a arte é muito agradável. Os traços inteiramente coloridos são capazes de traduzir o ar sombrio e frio que a história merece. Ainda que não carregue nenhuma inovação no modo que os quadros surgem e se complementam, há bastante fluidez e segurança nos desenhos.

Arquivo pessoal.
  • A IMPORTÂNCIA DE SE ENTENDER ALENA

Alena não é somente puro entretenimento. Não mesmo. Alena usa de seus artifícios de roteiro e imagem para nos apresentar uma história sobre bullying, intolerância, depressão e relacionamento abusivo. Toda essa pluralidade de temas conversa bem uma com a outra, não ficando avulsa e nem se comportando como pura panfletagem.

Bem, por hoje é só! Se vocês procuravam por algo de qualidade comprovada, aí está: Alena!

Alena Book Cover Alena
Kim W. Andersson
Suspense
Avec
09.03.2017
Físico
120

A vida de Alena é um inferno. Desde que começou a estudar em um colégio cheio de colegas esnobes, ela sofre bullying de Filippa e das outras meninas do time de lacrosse. A melhor amiga de Alena acha que já chega de aguentar todo esse abuso. Seja da conselheira, do diretor, de Filippa ou de qualquer outra pessoa nessa escola repulsiva. Josefin promete resolver o assunto por conta própria a menos que Alena dê o troco. Só existe um problema: Josefin está morta há um ano.

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Dhiego Morais

Paulistano de nascimento, praiano por consequência. Nerd inveterado, descobriu desde pequeno o conforto dos livros e a habilidade de imergir em seus mundos. De romances a mangás, de literatura fantástica a não ficção, aprendeu com o tempo que basta um cantinho e uma boa história para ser feliz. Fã de Stephen King, de ir ao cinema e comer em um bom restaurante. Não necessariamente nessa ordem.

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Paulistano de nascimento, praiano por consequência. Nerd inveterado, descobriu desde pequeno o conforto dos livros e a habilidade de imergir em seus mundos. De romances a mangás, de literatura fantástica a não ficção, aprendeu com o tempo que basta um cantinho e uma boa história para ser feliz. Fã de Stephen King, de ir ao cinema e comer em um bom restaurante. Não necessariamente nessa ordem.

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