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Salve Galerinha linda! Preparados para mais uma resenha? Pois bem, hoje trago para vocês a resenha de um quadrinho que lê tem algum tempinho já! Este quadrinho eu ganhei de uma amiga, pois ela sabia que eu iria amar! E sim meus caros leitores, eu AMEI!

E por este motivo contarei um pouco sobre este QUADRINHO, que é Persépolis que foi escrito por Marjane Satrapi onde ela descreve suas próprias aventuras á partir dos dez anos de idade até a sua fase adulta.

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Persépolis é uma Biografia da própria autora Iraniana, nascida em 1969. Onde teve a ideia de contar sua história de vida por meio dos quadrinhos, e de forma intensa e bastante tocante com pitadas de humor, você enxerga a viagem no tempo na vida de Marjane por um Irã totalmente diferente do qual conhecemos hoje (claro que por meio da Mídia, eu pelo menos kk) onde no meio de um sistema autoritário e cheio de repressão politica, onde podemos acompanhar com mais detalhes como foi sua infância e assim percebemos ao longo da leitura o amadurecimento da personagem diante este cenário.

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Nesta edição completa de Persépolis iremos nos deparar com o inicio da revolução Xiita e as imposições politicas que por sua vez transformou todo o cotidiano dos Iranianos, como por exemplo, ter que usar véu e começar a frequentar escolas apenas para mulheres, e para Marjane que tinha apenas dez anos de idade, isso era um absurdo, pois para uma criança não existe mal nenhum em estudar juntos no mesmo ambiente, pois se sentem todos iguai! Como uma criança pode pensar dessa forma? Esse pensamento se da, por ela ter pais completamente abertos e politicamente ativos e de certa forma liberais à conversação com a pequena Satrapi.

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Com todas as mudanças e as repressões Marjane sente se livre para discutir esses assuntos com seus pais, e conforme o tempo vai passando mais coisas iam acontecendo, até que iniciam as represarias onde meninas não são mais vistas como igual, gerando assim Escolas separadas por gêneros, mulheres usando véu, nada de musica pop (Marca dos ocidentais na época), nada de maquiagens, festas e bebidas atos esses vistos como costumes ocidentais. E com todas essas atitudes observamos um Irá vivendo um sistema politico baseado totalmente na Religião (Teocracia).

Neste quadrinho iremos nos deparar com dois momentos, primeiro como é crescer no meio de tantas mudanças e revoluções e depois de adulta as dúvidas politicas e religiosas, além da própria busca de entender de onde você é? O que você é e de onde pertence? Um briga interior, pois eu renego tudo isso que vivo e sou contra? Ou assumo o meu papel como uma mulher ativa diante a tudo e luto pela mudança?

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Poderia ficar aqui descrevendo cada ponto marcante e importante que me levaram a reflexão, pois são muitos, mas o que me impressionou foi ver que mesmo diante todo este cenário, Marj assume uma postura politica firme no que acredita ser ideal para todos, por questões de igualdade de gênero e da classe social cheia de opiniões que muitas vezes eram impopulares para sua idade e “geração”.

A Hq foi muito bem escrita, com belas ilustrações em preto e branco que torna os traços  fortes , mas delicado ao mesmo tempo!  Por meio desta autobiografia pude conhecer um pouco sobre este tema, e da revolução Xiita. Não foi fácil se envolver nesta história, pois algumas ações me deixaram revoltadas sejam elas politicas ou religiosas que fogem de tudo no que eu acredito que deva ser, pois somos feitos e criados  para sermos livres de pensamento e atitudes, mas por outro lado somos escravizados politicamente, esteticamente e religiosamente, pois em alguns momentos o que se prega não é o amor próprio, amor pelo que sou, pelo que gosto! E sim o ódio pelo o outro, pelo meu corpo, pelo corpo do outro, minha religião, minha ação politica. Além de que o Machismo neste cenário é muito mais forte e de certa forma velado pela cultura. Não podendo ser Elas mesmas, e o pior ter que se cobrir para NÃO TENTAR OS HOMENS! E de dar nojo, e se você não refletir sobre essas ações! Melhor parar tudo e se questionar qual o seu lugar nesta sociedade, onde sofremos as dores da politização, machismo e desigualdade social.

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Amei cada quadrinho, refleti sobre cada momento, me coloquei no lugar da autora em varias situações, me questionei sobre qual o meu papel? E o que eu faço para mudar ou transformar o cenário no qual eu estou inserida? Foi e é difícil até hoje responder esse questionamento. Mas acredito que o pior não é responder, e sim parar de se questionar, pois assim eu me movimento me incomodo! E você? O que esta fazendo? Além de indicar a leitura, indico assistir a adaptação, que contribui com a leitura de Persépolis. Então corra para ler este quadrinho MARAVILHOSO.

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Lombada do Quadrinho

ONDE COMPRAR: LIVRARIA CULTURAAMAZON, SUBMARINO

Persépolis Book Cover Persépolis
Marjane Satrapi
Autobiografia
Quadrinhos Na CiA
2007
352

Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.
Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

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Fabiana Souza

Fabiana Souza (Fabi) 33 anos é Paulista, professora de Educação Física e Personal Trainer. E assim como a profissão é apaixonada por ler, ouvir música e assistir filmes! A música faz parte do seu dia a dia tanto que dorme e acorda ouvindo música, sempre estará com os fones no ouvido, principalmente enquanto estiver lendo. Como todo leitor tem um gênero favorito e o seu é distopias, mas não recusa uma boa história independente do seu gênero, outra paixão e por tatuagens; principalmente se forem literárias ou que tenham algum significado importante pra si!

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Fabiana Souza

Fabiana Souza (Fabi) 33 anos é Paulista, professora de Educação Física e Personal Trainer. E assim como a profissão é apaixonada por ler, ouvir música e assistir filmes! A música faz parte do seu dia a dia tanto que dorme e acorda ouvindo música, sempre estará com os fones no ouvido, principalmente enquanto estiver lendo. Como todo leitor tem um gênero favorito e o seu é distopias, mas não recusa uma boa história independente do seu gênero, outra paixão e por tatuagens; principalmente se forem literárias ou que tenham algum significado importante pra si!

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