Um tema polêmico, uma história intrigante e um final destruidor. Isso irá compor um dos enredos que mais me comoveram. Porém a pergunta que não quer calar. O que faz desse livro algo tão importante?

“Não Podemos… Se começarmos , como é que vamos parar?”

O início mostra a devoção de dois irmãos pela família, dois adolescentes que são praticamente pais de três irmãos, o medo que toma eles todos os dias, o medo da negligência da mãe ser descoberta.

Lochan, o irmão mais velho, com dezessete anos, tem problemas de comunicação, então não se pronúncia na sala de aula e não tem amigos, apesar disso ele é brilhante. Maia, dezesseis anos, todos a adoram por seu humor sempre radiante e sua maneira de sempre esperar o melhor mesmo que sua situação não seja a melhor.

“Dos milhões de pessoas que habitam este planeta, ele é um dos poucos que eu nunca poderia ter.”

Os três irmãos mais novos Kit , treze anos, Tiffin e Willa são tão absortos do ocorrido ao redor que chega ser triste. Kit é o que parece perceber a rejeição da mãe por isso busca mostra em atitudes imprudentes, Tiffin e Willa são crianças que vivem na ignorância e ainda buscam o amor de uma mãe ausente e negligente. Foram abandonados pelo pai ainda na infância, o mesmo nunca mais foi visto.

Quando comecei a leitura não percebi que o tema centra do enredo ainda não havia se manifestado e quando se apresenta é quase metade do livro. Que tema é esse? Incesto. O amor de forma incondicional pela única pessoa que não se deveria amar dessa forma.

“É sempre bom ser querido . Mesmo que seja pela pessoa errada.”

A maneira como isso acontece no livro te deixa desarmada principalmente pelas atitudes dos personagens diante disso. A descoberta do sentimento é aterrorizante, eles sentem nojo de se mesmo. Assim logo se percebe que não é do nada que surge esses sentimentos, Lochan é sozinho e pensa que sempre vai ser assim, que quando seus irmão crescerem não sobrará mais nada para ele a não ser a solidão e por escolha própria resolveu viver com essa dor, ao mesmo tempo que, sente tristeza, também sente raiva, muita raiva contida e nisso entra Maia que é sua ancora suportando tudo junto com ele, quando os sentimento colidem é triste e doce ao mesmo tempo.

“Quero dizer, no final do dia, o que diabos isso importa que eu acabar com se ele não pode ser você?”

Maia é tão diferente, nunca se deixa abater, mesmo que tudo esteja perdido, desde criança sempre contou com Lochan e não sabe o que seria dela sem ele. Vivem constantemente tentando evitar que seus irmãos sejam separados e mentem para garantir que isso não aconteça.

Durante a minha leitura ficava debatendo sobre o quanto mais eles iriam sofrer se não tinha um momento feliz, e teve muitos, as pequenas partes que te deixam mais emocionados do que antes e torcendo, sim torcendo para a felicidade deles.

“Você pode fechar os olhos para as coisas que você não quer ver, mas você não pode fechar o seu coração para as coisas que você não quer sentir.”

Abandono, Negligência, medo, incesto e amor, temas visto e debatido com maestria em um livro cheio de reviravoltas com um final destruidor.

Proibido Book Cover Proibido
Tabitha Suzuma
Drama, Romance
Valentina
2014
304

Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.
Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.
Eles são irmão e irmã.
Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.

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Heloisa Almeida

Tenho 17 anos, Alagoana de sangue quente. Passo a maior parte do meu dia lendo, sou uma leitora eclética e com gosto musical refinado ao estilo clássicos do Rock, sempre abrindo espaço para Indie, minha grande paixão. Tenho uma cachorra que dou mais prioridade do que minha própria vida pessoal, tenho melhores amigas que consider irmãs de outra mãe. Com sempre digo: "Estou seguindo o fluxo para onde a vida quiser me levar."

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Tenho 17 anos, Alagoana de sangue quente. Passo a maior parte do meu dia lendo, sou uma leitora eclética e com gosto musical refinado ao estilo clássicos do Rock, sempre abrindo espaço para Indie, minha grande paixão. Tenho uma cachorra que dou mais prioridade do que minha própria vida pessoal, tenho melhores amigas que consider irmãs de outra mãe. Com sempre digo: "Estou seguindo o fluxo para onde a vida quiser me levar."

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