Venho aqui falar de um livro que me deixou sem palavras, mas como farei isso, ainda é uma descoberta para mim, então vamos dar início. Constituído por cartas entre uma escritora londrina famosa e os habitantes da ilha Guernsey numa época pós- Guerra.

O livro relata em cartas a vida de Juliet Ashton, uma escritora que busca um enredo para seu livro e uma jovem determinada, que não se deixava abalar pelo caos que ocorria a sua volta durante a 2° grande guerra e encantava a todos com seus contos, que ganharam fama através do mundo.

“É isto que amo na leitura: uma pequena coisa o interessa num livro, e essa pequena coisa o leva a outro livro, e um pedacinho que você lê nele o leva a um terceiro. Isso vai em progressão geométrica – e sem nenhuma finalidade aparente em vista, e unicamente por prazer.”

Uma carta de um habitante de Guernsey, Dawsey Adams, desperta seu interesse, o mesmo fazia uma pesquisa bibliográfica e através desse incidente, se inicia a troca de cartas. Nisso, Juliet descobre mais e mais sobre a uma sociedade literária e do porque de seu nome peculiar. Cada carta era como uma conversa entre Juliet e seu remetente, já que naquela época a comunicação era através de cartas e havia um serviço de entregas excelente.

“Quando uma pessoa gosta muito de alguém ou de alguma coisa, ela envia uma espécie de energia para o mundo, e isso dá frutos.”

A história da vida dos habitantes de Guernsey durante a guerra é o que desperta mais amor. Os moradores estavam vivendo em isolamento já que a ilha tinha sido dominada por Nazistas e a comida era escassa.

Como sempre a uma personagem que se destaca e eu deixo esse título a Elizabeth, a mulher mais determinada e buscadora de seus direitos, apesar de nunca aparecer durante as cartas, ela era uma habitante querida e famosa em Guernsey, só que a mesma tinha desaparecido durante a guerra e suas aventuras eram transmitidas a Juliet com a ajuda dos moradores que mais amavam Lizzie e sua filha.

Se vocês querem saber se Juliet vai visitar Guernsey para conhecer os morados que tanto lhe deram história, eu lhes digo que sim, e essa será a segunda parte do livro que não se baseiam apenas na carta de Juliet e sim de todos os habitantes de Guernsey, parentes de Juliet e entre seus amigos mais queridos.

Uma história forte que relatas fatos de moradores que foram obrigados a se manter isolados durante a segunda grande guerra, suas maneiras de sobrevivência e mostrar a face verdadeira daqueles que foram expostos ao medo e mesmo assim nunca perderam a fé, essa é a Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, o que seria um refúgio para comer escondido numa época onde eles mal podiam comer sem dividir com os soldados a maior quantidade. Logo, se torna uma forma de reunir alguns moradores que se tornaram amigos e companheiros durante os desafios que enfrentaram.

“A primavera está chegando. Estou quase aquecida no meu pedacinho de sol. E na rua – não estou evitando olhar agora – um homem de macacão está pintando a porta de sua casa de azul-celeste. Dois meninos pequenos, que batiam um no outro com pedaços de pau, pedem para ajudar. Ele dá um pincel para cada um. Bem talvez haja um fim para a guerra.”

Um pouco de romance, drama, fatos isolados de uma guerra devastadora se surpreenda com esse livro.

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata Book Cover A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata
Annie Barrows e Mary Ann Shaffer
Romance e Drama
Editora Rocco
2009
304

Considerado o livro do verão de 2008 no hemisfério norte, sucesso de crítica e de público, ocupando as principais listas dos mais vendidos da Inglaterra e dos EUA, entre elas a do prestigiado The New York Times, A sociedade literária e a torta de casca de batata é um romance epistolar surpreendente, encenado nas longínquas ilhas Guernsey, no Canal da Mancha, após a Segunda Guerra Mundial. Escrito pela editora, bibliotecária e livreira que estreou na literatura com mais de 70 anos, Mary Anne Shafer, com o apoio da sobrinha, Annie Barrows, o livro é uma celebração da vida através da literatura.

O título conta a história de Juliet Ashton, uma escritora em busca de um tema para seu próximo livro. Ela acaba encontrando-o na carta de um desconhecido de Guernsey, Dawsey Adams, que entra em contato com a jornalista para fazer uma consulta bibliográfica. Começa aí uma intensa troca de cartas a partir da qual é possível identificar o gosto literário de cada um e o impacto transformador que a guerra teve na vida de todos. As correspondências despertam o interesse de Juliet sobre a distante localidade e narram o envolvimento dos moradores no clube de leituras – a Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata –, além de servirem de ponto de partida para o próximo livro da escritora britânica.

O clube, criado antes de existir de fato, foi formado de improviso, como um álibi para proteger seus membros dos alemães. O que nenhum dos integrantes da Sociedade imaginava era que os encontros pudessem aproximar os vizinhos, trazer consolo e esperança e, principalmente, auxiliar a manter, na medida do possível, a mente sã. As reflexões e as discussões a respeito das obras os livraram dos pensamentos sobre as dificuldades que enfrentavam e ainda serviram para aproximar pessoas de classes e interesses tão díspares, de pescador a frenólogo, de dona de casa a enfermeira.

Instigada pela força dos depoimentos, a jornalista decide visitar Guernsey, onde a convivência com as pessoas que conheceu por cartas e a descoberta sobre as experiências dos ilhéus lhe dão uma nova perspectiva. A viagem proporciona à escritora mais do que material para seu livro. Guernsey oferece a chance de recomeçar após a Guerra, fazer amizades sinceras e encontrar o amor – em suas diversas formas. O que ela encontra por lá, e as relações que trava, mudam sua vida para sempre.

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Heloisa Almeida

Tenho 17 anos, Alagoana de sangue quente. Passo a maior parte do meu dia lendo, sou uma leitora eclética e com gosto musical refinado ao estilo clássicos do Rock, sempre abrindo espaço para Indie, minha grande paixão. Tenho uma cachorra que dou mais prioridade do que minha própria vida pessoal, tenho melhores amigas que consider irmãs de outra mãe. Com sempre digo: "Estou seguindo o fluxo para onde a vida quiser me levar."

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Tenho 17 anos, Alagoana de sangue quente. Passo a maior parte do meu dia lendo, sou uma leitora eclética e com gosto musical refinado ao estilo clássicos do Rock, sempre abrindo espaço para Indie, minha grande paixão. Tenho uma cachorra que dou mais prioridade do que minha própria vida pessoal, tenho melhores amigas que consider irmãs de outra mãe. Com sempre digo: "Estou seguindo o fluxo para onde a vida quiser me levar."

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